12/09/2009

10.09.2009 – 13º Dia – Continuando nas Serras Catarinenses...

10.09.2009 – 13º Dia – Continuando nas Serras Catarinenses...

Ao sair do hotel hoje pela manhã fomos comprar maçãs, mas não conseguimos, estava fechado. Nada de morangos e maçãs!
Fizemos um city-tour pela cidade e partimos de São Joaquim às 9h. Sara e Amanda iam adorar poder acordar mais tarde se estivessem conosco! Estamos com saudades da alegria das duas! Beijos, beijinhos e beijões....
Seguimos com direção à Lauro Muller. Vamos apreciar as belezas na Serra do Rio do Rastro.
A primeira cidadezinha: Bom Jardim da Serra, com o Rio Barrinha e sua linda cascata. Pena estar chovendo...e a visibilidade, com a neblina, é quase nenhuma e dificulta até a ultrapassagem de veículos. Os calangos precisam estar muito atentos. A comunicação pelo rádio é importantíssima nesta hora.
Na Serra do Rio do Rastro os calangos só puderam ver a neblina e suas sinuosas curvas. Infelizmente São Pedro não contribuiu e não abriu a porta do sol para apreciarmos a serra e suas belezas naturais mais nitidamente. Se na Rota Glacial rezávamos para chover para não acamparmos, na Rota Brasil o terço do Nelson está sendo forte e, agora, rezamos para a sol abrir.
Saímos da Serra e entramos na Rota dos Campos de Cima da Serra em direção à cidade de São José dos Ausentes, já no estado do Rio Grande do Sul. Esta rota permitiu um off-road de aproximadamente 80km por uma estrada belíssima. E cercada por macieiras, cerejeiras, araucárias carregadas de liquens (Helenita disse que os duendes iam aparecer e se aparecessem seriam filmados, pois eu estava com a câmera a postos). A trilha é pedregosa, mas se roda bem.
Estamos num Brasil diferente! É admirável como conseguimos nos manter uma nação com tantas culturas, etnias e hábitos diferentes!
Na fronteira de Santa Catarina e Rio Grande do Sul tivemos que parar para reconhecer o terreno. Uma ponte de madeira, cujo Rio de Contas passa bem rente por debaixo. Mas deu tudo certo – os calangos são corajosos e passaram sem problema.
Do lado do Rio Grande do Sul, grandes pradarias verdes para a criação de gado e ovelhas.
Os Calangos Guerra e Selma estão fazendo falta – não sabemos a raça do gado e tão pouco temos nos lembrado de acender os faróis. De vez em quando um calango fala: “O Guerra telefonou pra você”, na intenção de avisar o outro que esqueceu de acender os faróis.
Passar por esta região também nos faz lembrar de Ênio e Marines, nossos amigos gaúchos.
Nosso destino e pousada é Cambará do Sul e aqui chegamos às 17h, debaixo de chuva e um frio de 4ºC. Aliás, a chuva nos acompanha desde Curitiba.
Na Casa do Turista pegamos informações sobre hotéis e pousadas na cidade e resolvemos ficar na Pousada Encanto da Serra, que nos proporcionou cabanas com lareira e cobertores elétricos, além de bom atendimento. Nosso guia no passeio ao cânion de Itaimbezinho, amanhã, é o dono da pousada – o Diogo. Estamos ansiosos. Tomara que o tempo ajude, pois o cânion, que, em tupi-guarani, quer dizer pedra afiada, é um dos mais belos do país e fica no Parque Nacional dos Aparados da Serra.
Nas informações turísticas, fomos apresentados ao cânion Fortaleza, este bem maior do que o Itaimbezinho. E fica no Parque Nacional da Serra Geral.
Na pousada, não faltou a rodadinha, ao pé da lareira.
À noite, aceitamos a sugestão do Diogo e fomos jantar no Casarão, de propriedade de um ex-padre da cidade, um italiano que escolheu Cambará para viver. O Casarão tem um buffet de verduras e legumes bem fresquinhos, plantados na horta ao lado do próprio, um bom espaguete caseiro e uma deliciosa chapa quente de bife de carne macia, galeto, porco, polenta e queijo provolone. O Casarão é um lugar bem decorado e de muito bom gosto, que também tem uma adega sortida. Resolvemos
provar um vinho colonial de produção do próprio restaurante – estamos comemorando os 5.000km percorridos no Brasil.
Saímos de lá depois de nos fartarmos e fomos dormir ao pé da lareira. O frio estava de rachar!

Recadinhos aos familiares e amigos:
- Chove muito por aqui, mas está tudo bem conosco. Saímos de Santa Catarina antes dos fortes temporais.

-Túlio, a Helenita riu muito quanto Suzete contou sobre a sua preocupação com o Naka e a Raquel. A viagem está ótima, apesar das chuvas.

- Marinho, dê um abraço no pessoal e obrigada pelo recadinho.

- Se é você, mano e cunhado Luiz Sergio, que nos acompanha de Vitória da Conquista/BA, continue; a viagem ainda promete muitas aventuras. Um grande abraço!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe um recado