09/09/2009

08.09.2009 – 11º Dia – Balneário Camboriú/SC – Florianópolis/SC

Nosso destino hoje é Florianópolis. Depois de darmos um giro para conhecermos melhor o balneário durante o dia, pegamos novamente a rodovia. Hoje eu não acordei muito bem, com fortes dores na coluna lombar e já com saudades de minha filha, que amanhã já deixarei em Floripa para seguir viagem.
Chegando em Floripa, fomos para um hotel no centro, mas ficou difícil estacionar, então seguimos para o Baía Norte Hotel, fizemos o chek-in , nem descemos as malas e fomos para o mercado da cidade, comer ostras vivas no Boxe 32, tradicional ponto onde várias celebridades como o presidente Lula, Galvão Bueno, Edson Celulari, dentre outros, vão saborear so famosos pescados do litoral catarinense. Se meus pais estivessem aqui iam adorar! Depois de nos deliciarmos com as ostras, as calangas e calanguinhas saíram para “arrastar o sari no mercado”, fazer umas comprinhas, pois o local é cheio de lojinhas de artesanato e de artigos de verstuário e acessórios.
Florianópolis é uma bonita metrópole! Chegamos debaixo de chuva e foi assim até sairmos da cidade. Mas isso não abalou a nossa curiosidade de conhecer Floripa. Depois do mercado, fomos conhecer a praia da Joaquina, famosa pela prática do surf. Amanda e Sarah adoraram! Tiraram muitas fotos! E a Amanda limpou os olhos com tantos rapazes bonitos por perto – louros de olhos claros, do jeito que ela gosta!kkkk. Como ela mesma disse: “mainha, aqui até o feio é bonito”.
Voltamos pela Lagoa da Conceição, onde jantamos mais pescados no restaurante Barracuda, indicado por amigos de Nelson e Miriam. Fomos muito bem atendidos! A comida é farta e de excelente preço.
Voltamos ao hotel moles e tristes de tanto comer!

07.09.2009 – 10º Dia – Curitiba/PR – Balneário Camboriú/SC

Saímos do hotel às 08:04h, deixando uma linda manhã de sol em Curitiba, rumo à São Francisco do Sul, para visitar e conhecer o Museu Nacional do Mar. Chegando à pequena cidade, tentamos chegar ao museu, mas as ruas estavam interditadas em função do desfile de 7 de setembro. Aproveitamos para ir até a uma edificação antiga na parte mais alta da cidade, para termos uma visão mais privilegiada da cidade – soubemos que era o Hospital de Caridade da cidade. Fotografamos a bela vista e seguimos para o porto, onde se encontra o museu. Chegamos a tempo de ver o último pelotão a desfilar – os bombeiros voluntários de São Francisco de Sul, cujos veículos eram doados pela Petrobras/Transpetro, empresas de navegação marítima, pela Receita Federal e pelo município – muito legal. Fazia tempo que não víamos um desfile patriótico para uma cidade.
Enquanto esperávamos o Museu do Mar abrir (após o desfile), ficamos apreciando e fotografando à baía de São Francisco do Sul. Vimos até alguns golfinhos e um catamarã que vinha cheio de turistas de Joinville para visitar a cidade.
Quanto ao Museu do Mar, realmente é interessante. Lá descobrimos que o Brasil é o país que tem a maior diversidade de embarcações primitivas do mundo. Há muitas maquetes de embarcações do mundo todo e exemplares em tamanho natural datados do século XVII. Lá está também o IAT de Amir Klink, doado pelo próprio e alguns de seus pertences usados durante as suas travessias pelos oceanos.
A cidade de São Francisco do Sul é a terceira cidade mais antiga do Brasil – descoberta em 1504 pelo francês Binot Paulmier Goneville. Em 1553 chegaram os espanhóis e construíram a capela da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Graça, que neste período é festejada por toda cidade. As casas ficam todas enfeitadas com as cores (branca e azul) e imagens da santa. Os trens e o porto impulsionam a economia e o tombamento do centro histórico garante a preservação da arquitetura da época colonial.
Após a visitação ao Museu e um lanche rápido pegamos a rodovia rumo ao Balneário Camboriú, passando pelo parque Beto Carrero, mas não entramos, apenas paramos para que as meninas pudessem fotografar.
Estamos no 10º dia de aventura e já percorremos 4.300km.
Chegando a cidade de Balneário Camboriú, tivemos uma vista linda da serra. A orla lembra Copacabana mais moderna, cercada de belos edifícios belíssimos e riquíssimos também. É a cidade preferida para as férias dos argentinos e, também de brasileiros abastados. Como era feriado, a cidade estava cheia e os turistas lotavam os barzinhos e pubs.
Fomos jantar na Casa da Lagosta. E que lagosta! Gostosa, farta e barata! Ah! E como não falar nas ostras frescas gigantes, deliciosas!
Na volta para o hotel, resolvemos ir de “Bondindinho”, o transporte coletivo da cidade, que consiste numa espécie de caminhão com a carroceria adaptada para passageiros. Fizemos uma farra, pois praticamente só nós ocupávamos o veículo. Foi muito legal!
Quando chegamos ao balneário, a temperatura era de 24ºC e depois da forte chuva com raios e trovões que caiu à noite, saímos de lá com 18ºC. Uma pena, pois não conseguimos fotografar a cidade que é realmente muito bonita e rica – um lugar para visitar mais vezes. Uma das pendências das viagens dos calangos, pois ficou faltando atravessar de uma praia para outra de teleférico. A lista está crescendo....

07/09/2009

06.09.2009 – 9º Dia – Antonina/PR – Curitiba/PR

Ontem, a noite se prolongou. Com o jogo e a vitória do Brasil, os calangos ficaram conversando até mais tarde. Ainda mais depois que o Marco ganhou o bolão sugerido pelo Figueira.
Saímos de Antonina debaixo de muita chuva e uma temperatura de 17ºC em direção à Paranaguá e Curitiba.
Eu, Suzete e Marco estamos ansiosos para encontrar nossas filhas; e o Naka para matar as saudades de Helenita.
Eu o Figueira levantamos cedo para organizar o carro e liberar um cantinho no banco de trás para a Amanda.
Chegando em Paranaguá, fomos direto ao Porto, que tem uma excelente estrutura. Entretanto, na cidade, o que vimos foi um completo abandono do patrimônio histórico – a via ribeirinha à baía está decadente. As autoridades e os empresários da cidade deveriam prestar mais atenção a este potencial turístico da cidade. Nem todo turística gosta só de praia....
Demos uma volta na cidade e partimos para Curitiba. Não dava nem pra fotografar, chovia muito.
Seguindo pela BR até Curitiba, passamos pela maior área contínua de Mata Atlântica do Brasil. Nesta área vive o papagaio da cara roxa e a onça pintada – os dois animais estão ameaçados de extinção.
Chegamos ao Slavieiro Palace Hotel depois de alguns desencontros, de informações e aborrecimento junto ao Hotel e a agência de viagens Michelle Tours. Aguardamos Sara, Amanda e Helenita, que foram transferidos para outro hotel (sem nenhuma explicação plausível das duas partes contratadas) e estavam terminando de fazer um city-tour pela cidade. Almoçamos no Alameda Restaurante, próximo ao hotel, após atravessarmos a Praça Osório.
Seguimos, então, para o Jardim Botânico da cidade, um lindo parque verde que, em sua estrutura de metal e vidro, preserva algumas espécies da flora da Mata Atlântica. Chovia um pouco, mas a chuva não desanimou os calangos. Visitamos o local e fotografamos tudo.
De lá fomos para o Relógio das Flores, que não estava tão conservado assim, mas continua bonito. Na praça do relógio aproveitamos para tomar um café quentinho e voltamos ao hotel para descansar.
Às 19h chegou o Sr.Dirceu, contratado para nos levar de van para conhecer novos pontos turísticos de Curitiba: as lindas praças, a Ópera de Arame (um grande anfiteatro construído de arame e ferro), o prédio de arquitetura antiga, com suas colunas romanas, da Universidade, o Largo da Ordem, onde se localiza a Catedral de Nossa Senhora da Luz (padroeira da cidade), o Castelo de Batel, o Parque Tanguá com seus chafarizes e uma bela vista da cidade, o Parque Tingui e a réplica da igreja ucraniana e, mais adiante, o bairro Santa Felicidade, onde tínhamos intenção de jantar no restaurante Madalosso, famoso por seu rodízio de massas. Mas, infelizmente, um deles estava e fechado e no outro a fila estava enorme. Voltamos para jantar no Scavollo, onde saboreamos uma excelente massa.
Para fazer a digestão, resolvemos voltar ao hotel à pé. Caminhamos três quadras com muito alarido e brincadeiras – características incontestáveis dos calangos.
Ficamos com excelente impressão de Curitiba. É uma cidade limpíssima, bem traçada, povo muito educado, que soube aproveitar suas belezas naturais e harmonizar o moderno e o antigo, sem agredir a natureza. Muito pelo contrário – percebe-se uma consciência ecologia na população.
Curitiba é uma cidade que merece ser visitada por mais dias. É belíssima!

05/09/2009

05.09.2009 – 8º Dia – Registro/SP – Antonina/PR

Saímos de Registro por volta das 9:30h, pois o Naka precisou ir à oficina para verificar um barulho no freio. Este acontecimento permitiu que dormíssemos mais um pouquinho.
De qualquer forma, o probleminha na TR do Naka foi resolvido rapidamente e pegamos à estrada, mas antes, a pose para a foto dos calangos, que hoje estão uniformizados de verde em homenagem ao Brasil, que joga contra a Argentina. Com certeza assistiremos o jogo em Antonina e daremos sorte a nossa seleção de futebol!
Seguindo viagem, entramos no Parque Estadual de Jucupiranga-SP, onde pegamos uma leve neblina. A temperatura caiu para 16º. Depois, entramos no estado do Paraná/PR. Deste lado do estado, a vegetação é marcada por pinheiros que, elegantemente, nascem às margens da rodovia.
Do lado direito da rodovia, o Rio Capivari nos acompanha (represado), num nível mais baixo, e, do lado esquerdo, a Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, onde ainda é possível ver as araucárias (espécie da flora brasileira que está em extinção).
Entramos na Estrada Graciosa às 12h. Ela se inicia na cidade de Quatro Barras – PR-410 e segue os caminhos históricos da Serra. É considerada, pelo Guia 4 Rodas, como uma das 10 estradas mais bonitas do Brasil. E realmente é linda demais! Estreitinha, sinuosa e muito, mas muito graciosa! A natureza foi generosa nesta área. Florzinhas coloridas, que margeam toda a estrada, e a cerração que desce da Serra, lhe dão um charme todo especial! Helenita perdeu, ela ia amar este lugar!
Além da estrada por onde passam os automóveis, existem trilhas para caminhadas. A “graciosa” recebe muitos visitantes nos finais de semana. Encontramos várias famílias nos diversos pontos de parada onde são vendidos caldo-de- cana, pastel, biscoito de polvilho e banana frita (tipo chips), além de parques de pic-nic.
Chegando em São João da Gaciosa, a paisagem se modifica. Já não é mais tão verde nem tão exuberante. Seguimos para Morretes – vamos atrás do “barreado” do Naka (explicando: comida típica da região, consiste em carne assada cozinhada em panela de barro tampada com farinha de trigo). Diz o Naka que é muito gostosa! Veremos.
Morretes é uma pequena cidade com um centro histórico colonial, cortada por um riozinho. Não há muito o que se ver. Tiramos algumas fotografias e pegamos a estrada para Antonina.
A cidade de Antonina/PR, no passado, era o porto do Paraná que, mais tarde, se deslocou para Paranaguá. Também possui casarios coloniais bem cuidados e é bem pacata, tranqüila. Ficamos no Hotel Gamboa Capela, às margens da Baía de Antonina (uma extensão da Baía de Paranaguá) - a vista do hotel é simplesmente linda! Almoçamos um excelente barreado tradicional no restaurante Bouganvil, de propriedade da Anny, uma senhora holandesa que mora na cidade. Nakamura se entupiu de barreado com banana. Aliás, a rodadinha hoje foi cortesia da Anny, com cachaça artesanal feita de banana, muito gostosa, parece um licor.
Fechamos o restaurante por volta das 17h e voltamos para o hotel, onde os rapazes inventaram de tomar banho de piscina. Só inventaram, pois amarelaram. Nem a cachaça aplacou o frio e todos resolveram voltar aos seus apartamentos para descansar até a hora do jogo.

04.09.2009 – 7º Dia – Paraty/RJ – Registro/SP

Depois de um belo passeio em Paraty, saímos hoje com destino à Registro/SP para encontrar nossos amigos Nelson e Miriam – aí sim, nesta rota, o grupo dos calangos estará quase completo, faltando apenas Helenita. Não vemos a hora de rever nossos amigos!
De Paraty, seguimos pela Rio-Santos passando por Ubatuba/SP, praia famosa por suas ondas boas de surfar.
A Rio-Santos é belíssima; corta a Serra do Mar (Parque Estadual da Serra do Mar) e nos leva ao litoral do estado de São Paulo. É uma rodovia bastante sinuosa e perigosa. O dia está chuvoso e os calangos nem acordaram direito ainda. Em determinado momento tivemos que dar uma paradinha, porque Suzete ficou um pouco enjoada.
Passamos por várias praias, mas eu vinha dormindo a maior parte do tempo. Só acordei na travessia da balsa em Bertioga, onde, na espera, veio conversar conosco um paraibano de São Bento, que vendia seus produtos artesanais. Marco e Suzete também foram abordados por outro conterrâneo de Santo Antônio do Salto da Onça – são pessoas que saíram de sua terra natal para trabalhar e, quando encontram gente de lá, querem manter contato – de alguma forma passamos a ser um referencial de suas raízes. Muito legal receber este carinho!
Do que pude ver, o litoral de São Paulo é muito bonito! Suzete lembrou que em Bertioga será o casamento de Laurinha, filha de Nelson e Miriam.
Mais adiante, paramos para comer alguma coisa – Marco, Suzete, eu e Figueira comemos no Mac Donald e o Naka preferiu um outro lanche. Estávamos com pressa, pois ainda teríamos que atravessar outra balsa no Guarujá.
Chegando à balsa, esperamos uns 30’ e atravessamos para São Vicente – ao fundo, o Porto de Santos, com seu movimentado tráfego marítimo. Uma vista muito bonita!
Em São Vicente, seguimos para atravessar a Ponte Pênsil, de arquitetura colonial. Lembrei, ao ver o marco da realeza Portuguesa, que São Vicente faz parte da história do Brasil – a primeira capitania produtiva do Brasil, sob o comando de Martin Afonso de Souza, com seus engenhos e o ciclo da cana-de-açúcar. O Naka me ajudou a relembrar desta parte da história do nosso país.
Seguindo viagem, Praia Grande e, mais adiante, dormi novamente. Só acordei quando o Nelson manteve contato pelo rádio.
Estávamos chegando à cidade de Registro, onde nos confraternizamos com nossos companheiros de viagem Miriam e Nelson no posto Fazendeiros. Nelson, é claro, já estava nos esperando com a câmera na mão, fazendo uma tomada da chegada dos calangos. Foi uma festa! Muitos abraços e carinhos! Muito bom rever nossos amigos!
Pernoitamos em Registro, no Estoril Palace Hotel, às margens da BR-116, onde ficamos muito bem acomodados e fomos muito bem atendidos pelo garçom Joaquim, que preparou o restaurante do hotel para a nossa rodadinha. Miriam e Nelson fizeram a gentileza de trazer tira-gosto japonês de nome Inari, delicioso, feito com arroz e especiarias da culinária japonesa. Pra complementar, a sobremesa, o gostosíssimo bolo de cenoura com cobertura de chocolate feito por sua netinha Luiza! Os calangos se fartaram. O bolo estava uma delícia viu Luiza? Mais tarde um pouco, a culinária do hotel nos surpreendeu com camarões bem torradinhos e uma fantástica e farta caldeirada de frutos do mar (vocês acreditam que sobrou?). Assim, o Estoril Palace Hotel, além de confortáveis apartamentos, preço bom e cozinha bem preparada e um farto café da manhã, merece esta menção dos galangos que o recomendam a todos os viajantes da BR-116.
Eu e Suzete estamos ansiosas pela chegada de nossas filhas Amanda e Sarah (respectivamente), que chegam amanhã para passar uns dias com o grupo. O Naka também está ansioso por ver sua amada Helenita e nós, as calangas da Rota Brasil, com saudades de nossa companheira. As três se integram ao grupo no Domingo, quando chegamos à Curitiba para pegá-las. Enquanto não chegamos, elas vão se divertir em Curitiba. Sarinha é a líder das calanguinhas!kkk
Amanhã, rumo à estrada da Graciosa...

Respondendo aos nossos amigos calangos Guerra e Selma: Na traineira Rock in Rio não tinha Stella Atoirs, mais sim três novas paixões – as louras Itaipava, Original e a Antártica Sub Zero (essa vocês não conhecem).
Quanto à mesinha, desta vez a que veio foi a do Figueira...o Marco trouxe a churrasqueira.kkkkk Mas como sempre o Naka pegou no pé.kkk Beijos e saudades.

Graça, Brunno, Roque, Maria Cláudia, Rafael e Alexandre. Prometo que quando chegar faço novo fardo de pipoca. Infelizmente a gripe não deixou eu levar o que eu já tinha comprado com o meu salário de estagiária.kkkkk Quem sabe não levo outras guloseimas da “terra brasilis”. Beijos e saudades.
Queridos amigos do DRH, sei que estão nos acompanhando. Quando eu chegar terão muitas novidades. Prometo. Beijos e saudades.

Pai e Mãe, a viagem está ótima! Lembro muito das viagens que fazíamos quando eu e as minhas irmãs éramos crianças. Amo vocês! Saudades!

Ênio e Marinês, vocês sempre estão presentes em nossas conversas e lembranças....abraços.

04/09/2009

03.09.2009 – 6º Dia – Paraty/RJ

Ontem, ao chegarmos em Paraty, paramos nas informações turísticas para encontrar pousadas mais perto do centro histórico. Ficamos na Magnus Pousada, simples, confortável, a três minutos do centro (indo a pé) e ainda com rede wi-fi funcionando direitinho.
Na pousada, não faltou a rodadinha, desta vez com uísque e com direito a petiscos, em volta da piscina. Na própria pousada marcamos o passeio de barco para o dia seguinte.
Depois da rodadinha, nos aprontamos para circular pela pequena e aconchegante cidade – a pé. Encontramos a cidade toda enfeitada de bandeirinhas brancas e azuis, festejando sua padroeira, Nossa Senhora dos Remédios. O difícil em Paraty é conseguir se equilibrar no calçamento chamado de pé-de-moleque, completamente desigual. Paraty é contemplada pela natureza – a muralha da Serra do Mar e uma baía calma, com inúmeras ilhas e praias abrigadas e de mar aberto. A Mata Atlântica que cobre a Serra do Mar é reconhecida como Reserva da Biosfera pela UNESCO e abriga, além de centenas de espécies da fauna e flora brasileira, trilhas antigas, cachoeiras, fazendas e ruínas de engenhos centenárias. Aliás, Paraty é reconhecida também por sua cachaça. No século XVII chegou a possuir 250 engenhos de cana-de-açúcar que produziam cachaça. Dentre as trilhas, destaca-se o “Caminho do Ouro”, ou “Estrada Real”, por onde escoava as riquezas das Minas Gerais para o Porto de Paraty e que levou para o interior do país os aventureiros e a cultura portuguesa. Devido à preservação de sua flora e fauna, foi criado o Parque Nacional da Bocaína, em 1972.
A cidade é linda! Com seus casarios coloniais bem conservados, que abrigam o comércio local – artesanato, clínicas, restaurantes, dentre outros. À frente das casinhas, mesinhas são postas na rua, lembrando os cafés parisienses e os barzinhos de Calafate (ARG) – uma gracinha!
Suzete sugeriu que procurássemos o restaurante Banana da Terra, indicado pelo Guia Quatro Rodas para jantarmos. Pense num restaurante caro! Muito sofisticado, comida boa, mas o preço desproporcional! Dali, saímos à busca das “Trufas da Maga”, indicado pela amiga Vani, mas estava fechada. Aliás, a Maga resolveu se esconder de nós estes dois dias em Paraty. Das três vezes que estivemos lá, estava fechado. Circulamos um pouco mais pela cidade e voltamos para a pousada para dormir. Chegando à pousada, Marco aproveitou para tirar uma foto com a “namoradeira” – escultura característica do artesanato local – queria até levar uma pra casa!? Era melhor levá-la do que levar a carranca que Denise e Marinês têm vontade de possuir em casa. Foi uma risada geral!
Hoje acordamos um pouco mais tarde, tomamos um gostosinho café da manhã na pousada e, às 9h, Roque, nosso marinheiro, nos aguardava para nos levar ao cais e pegar sua traineira “Rock in Rio” e sair explorando a Baía de Paraty. A Rock in Rio nos proporcionou um conforto inesperado: na parte superior, colchões e almofadas para curtirmos um passeio bem relaxados. Suzete adorou! E eu até tirei um bom cochilo! Marco, Naka e Figueira puderem tomar suas louras geladas bem relaxados! Foi um passeio muito legal!
A Baía de Paraty, integrante da Baía da Ilha Grande, abriga centenas de praias e ilhas de extrema beleza, inúmeras enseadas e recantos em que a Mata Atlântica se debruça sobre o mar em perfeita harmonia e beleza.
Navegando a baía, é possível ver peixes saltando, tartarugas nadando calmamente, muitas marinas, numa das quais pudemos conhecer (de bem perto) o Paratii 2, do navegador Amir Klink, que é proprietário, também de uma ilha e de uma praia particular na baía. Aliás, existem muitas praias e ilhas particulares por aqui.
A certa altura, o Roque parou o barco próximo a uma ilha e alimentou os peixes com pedaços de biscoitos – a água é cristalina e os peixes de amontoavam disputando o alimento. Lembrou Porto de Galinhas, em Pernambuco.
Foi um passeio maravilhoso! E culminou com um delicioso almoço no Bambu Bar na Praia Vermelha. Os calangos aproveitaram para dar um mergulho na bela praia de águas cristalinas. Eu ainda quis arriscar, mas a água estava muito fria e Suzete não quis nem tentar. Mas o dia estava convidativo a um mergulho: lindo e ensolarado! O passeio foi encantador!
Terminada a navegação pela baía, voltamos à pousada para tomarmos banho, descansarmos um pouco e retornarmos para explorarmos um pouco mais a cidade, comprarmos souvenirs e jantarmos. Antes, porém, demos uma olhadinha nos recadinhos do blog.
Pessoal, coloquem o nome no recado. Sei que alguém do trabalho deixou um recadinho, mas não pude nem responder...E por falar nos amigos, continuem nos acompanhando. Em breve estaremos colocando algumas fotos. Espero ter a oportunidade amanhã à noite. Estamos sempre lembrando de todos!
Fomos jantar no Margarida Café (também indicação de Vani). O local aconchegante, a comida deliciosa, boa música ao vivo e o preço é compatível.
A noite foi muito gostosa e divertida!

02/09/2009

02.09.2009 – 5º Dia – Trecho Macaé/RJ – Paraty/RJ

Oi galera! Assumo meu posto hoje, quase recuperada da gripe.
Chegamos à Macaé ontem por volta das 19h. Bem perto da cidade, o Túlio já manteve contato com a calangada para guiar-nos até o Hotel Íbis e depois nos levar à casa do Álvaro Artinic, onde os calangos foram recebidos com muita alegria, carinho, comida e cerveja. É lógico que deixamos para fazer a rodadinha com eles! Foi uma noite muito gostosa, com muitas lembranças das expedições anteriores. Eu e o Marcos (Figueira) ainda não conhecíamos a Rosângela, mulher do Artinic e a Heloísa, mulher do Túlio, o que para nós foi um prazer enorme, pois são pessoas muito atenciosas e de alto astral, esperamos poder recebê-los em Natal com a mesma hospitalidade. Estava lá também o Higa (o gafanhoto do Túlio – outro japa gente boa), que passa agora a fazer parte desta corrente de amizade. Marco, Suzette e o Naka puderam rever os amigos de outras viagens e compartilhar de muita lembranças e alegria. Valeu pessoal! A noite foi maravilhosa! É lógico que os amigos Ênio, Marines e Alexandre também participaram da alegria, mas pelo telefone.
Como já passava da meia-noite e estávamos muito cansados (eu já estava até dormindo sentada na cadeira), voltamos para o hotel. Até mesmo porque nossos amigos também iam trabalhar hoje.
De tão cansadas que estávamos, eu e Suzette, segredinho, fomos dormir sem tomar banho. Apagamos. Mas hoje pela manhã saímos cheirosinhas. Confesso que só acordei há alguns minutos, dentro do carro, pois dormi até chegar num posto para abastecermos os carrinhos.
Deixamos o Hotel em Macaé às 07:20h, pegando a BR-101 por Rio das Ostras. No caminho, encontramos o Artinic que nos acenou do carro. Estava a caminho do trabalho. E por falar em trabalho, minha gente, a quantidade de carro que trafega nesta estrada em direção à Petrobras é um absurdo. Aliás, absurdo é ter que pagar pedágio para transitar nela, pois é muito estreita e perigosa.
Pelo caminho, o Naka e o meu Marcos (o Figueira) entraram em suas recordações dos tempos que trabalharam e moraram em Macaé. Coisas do tipo: “ainda não consegui me localizar”, “a cidade cresceu muito”, “como isto aqui tá diferente”, “lembra da comemoração dos 500 mil barris?”, Lembra de fulano, de cicrano, de beltrano?......Foi uma fase importante na vida dos dois e de suas famílias.
Apenas atravessamos a região dos lagos, pois queríamos pegar a Ponte Rio-Niterói ainda sem muito fluxo de veículos. Mas qual o quê! Aqui parece que o fluxo é intenso o dia inteiro. Na entrada da ponte, os petroleiros ficaram satisfeitos em avistar a construção de duas enormes plataformas de petróleo. O Marco Aurélio ainda disse o seguinte: – e realizada no Brasil! Isso é muito legal!
Da ponte, para a Avenida Brasil (continuidade da BR-101) com destino à Paraty. Eu, que gosto de história do Brasil, não vejo a hora de pisar nas pedras daquela cidade e poder admirar o seu lindo caserio.
Suzete lembrou da amiga Vani que recomendou não deixarmos de experimentar as delícias do Margarida Café e do Frutas da Maga. Com certeza passaremos por lá...e acabar pegando uns quilinhos. Nada que não possamos compensar depois.
Estou digitando o blog dentro do carro. Vou desligar agora. Até mais!
Novamente na BR-101 para o litoral de Angra dos Reis e suas baías de águas verdes e cristalinas. Demos uma descidinha na orla de Muriqui, pedimos um tira-gosto de carne seca com aipim e ficamos tomando uma brisa bem fresquinha.
O dia está lindo! Convidando a um banho de mar, pena que a água é gelada!
Voltamos para a BR e apreciando a bela paisagem da Mata Atlântica e as enseadas do litoral de Mangaratiba e Angra dos Reis.
Lembrei das vezes que o meu pai trazia eu e minhas irmãs para tomar banho de cachoeira em Conceição de Jacareí, quando éramos crianças.
O Figueira ainda não conhecia esta parte do litoral do RJ. Infelizmente não encontramos mirantes para fotografarmos as paisagens.
Engraçado, eu não tinha percebido como a Mata Atlântica é linda! E pensar que toda a costa brasileira já foi assim. Por que o homem precisa destruir?
Mais à frente, a Usina Nuclear de Angra dos Reis. Chega deu um arrepio. E, paradoxalmente, a Estação Ecológica dos Tamoios.
Enfim, chegamos à Paraty às 16h.
Amanhã voltamos a nos comunicar.

01.09.2009 – 4º Dia – São Mateus/ES (Guriri) – Macaé/RJ

Guriri é uma praia de veraneio e está um pouco deserta nesta época do ano.
Resolvemos nos instalar na Pousada Enseada de Guriri, onde as instalações são boas, o preço razoável e o café da manhã é bem simples.
Já instalados, fomos jantar no Restaurante Damasco (indicado pelo recepcionista da pousada). Lá comemos uns quibes e um faro jantar, demos uma carga no blog e voltamos para a pousada para dormir.
Hoje, arrumando as bagagens e fazendo o check-up habitual nos carros antes de sairmos, o Nakamura descobriu que a TR dele estava sem a tampa do tanque de combustível. Voltamos ao posto para buscar, mas ele acabou precisando comprar outra. Este acontecimento atrasou um pouco a nossa saída e só voltamos à BR-101 às 8h, com destino à Macaé, onde os amigos Túlio e Artinic estarão nos esperando para tomar umas saideiras.
Neste trecho da viagem o líder é o Nakamura. O Figueira emprestou a “Raquel” (GPS) pra ele no intuito de convencê-lo a gostar da maquininha e, quem sabe, comprar uma.
Sob a liderança do Nakamura, saímos de São Mateus, passando pela sede da Petrobras. O Nakamura relembrou do tempo que o Figueira trabalhou na cidade. Naquela época, início dos anos 80, o Figueira veio para São Mateus em virtude do incremento da atividade de perfuração em terra com a chegada de novas sondas. Uma nostalgia pairou na conversa pelo rádio: lembranças do trabalho árduo, mas também do futebol com os amigos.
Pelo o que Figueira comentou, São Mateus era tão pequena ao ponto de não haver nem sapatarias. As compras da família eram feitas na cidade de Linhares, a 70km de distância.
Nos arredores da cidade, muitas plantações de pimenta do reino, noz macadâmia e eucaliptos, este últimos são enviados para a Aracruz Celulose, para a fabricação de papel. Às margens da BR-101, mas à frente, está localizada a Reserva Biológica de Soretânea que é um pequeno pedaço da mata atlântica do norte capixaba que abriga animais silvestres, selvagens em extinção.
Em Linhares/ES, cruzamos a ponte sobre o Rio Doce, que deu seu nome a Companhia Vale do Rio Doce, hoje só Vale. É um rio extenso e bem largo.
Mais à frente, passamos pelo pórtico de entrada da Aracruz Celulose. Este pórtico dá acesso ao litoral capixaba. O Marco Aurélio disse que já rodou por ali e que o caminho é muito bonito, cheio de eucaliptos. Mas na Rota Brasil esta não foi a opção dos calangos por questões de roteiro e de tempo.
Chegamos à Vitória às 11:30h pela praia de Camburi. A orla de Vitória é muito bonita e a cidade é vertical, com prédios bonitos, praças e ruas limpas e arborizadas.
Na 3ª ponte, na saída para Vila Velha, um lindo visual da Ilha de Vitória.
O Figueira, o Nakamura e o Nelson também já moraram aqui.
Vila Velha já não é tão vertical, mas edifícios novos começaram a ser construídos na orla. De Vila Velha à Guarapari, na rodovia estadual que liga as duas cidades, passamos pelo Parque Estadual Paulo Setiba, que é uma reserva biológica e florestal.
Em Guarapari, abastecemos as TRs e seguimos para conhecer a orla e comer alguma coisa. A orla é bonita, com muitos edifícios, barracas de petiscos e mar calmo. Aproveitamos para fotografar (os tripés do Figueira e do Marco têm sido mais utilizados nesta rota)
Voltamos para a BR-101 às 14h com direção à Macaé/RJ. Hoje, a noite está prometendo uma boa farra com os amigos Álvaro Artinic e Túlio.

Uma pequena observação: O Nakamura já começou a gostar da “Raquel”. O namoro parece que vai dar certo.

Aviso aos amigos que nos acompanham pelo blog: fotografias estão demorando muito para baixar, por isso não as colocaremos todos os dias no blog, assim como não teremos condições de atualizá-lo todos os dias. Mas não deixem de acompanhar mais esta aventura dos Calangos. Amanhã entrego o bastão para a Denise, que assume o seu posto de blogueira oficial da Rota Brasil.

31/08/2009

31.08.2009 - 3º Dia - Itacaré/BA - São Mateus-Guriri/ES

Saímos da Pousada Solarium às 08:30h, depois do café da manhã, que é servido apenas às 8h, e fomos conhecer a cidade de Itacaré. Resolvemos seguir a indicação da dona da pousada e ir até um mirante, onde admiramos a bela paisagem das praias das Conchas, Coroinhas e do centro de Itacaré. Tanto as praias quanto a cidade são marcadas pela Mata Atlântica ainda virgem, o que dá uma beleza singular ao lugar. O Rio de Contas deságua na Praia de Coroinhas, formando uma bacia de águas bem tranqüilas.
As informações que recebemos na cidade é que há várias trilhas ecológicas, esportes como rafting, arvorismo, ralis, regatas, dentre outros.
Tomando o caminho para o centro, ficamos impressionados com a quantidade de pousadas existentes. São inúmeras, fazendo crer que no verão a cidade deve ficar lotada de turistas. Itacaré lembra um pouco a Praia de Pipa no RN.
O Figueira ficou impressionado de como a cidade cresceu. Ele e sua família foram frequentadores das praias nos anos 80 e achou Itacaré ainda mais bela, talvez pela preocupação com a preservação da Mata e da consciência ecológica dos moradores. Todos ficaram com vontade de voltar.
Depois da volta pela cidade, seguimos viagem rumo à cidade de Ilhéus, pegando a Estrada Cênica, conhecida como a Costa do Cacau, assim chamada porque cercada de Mata Atlântica Virgem e por ser muito utilizada na época áurea do cacau;.
Só passamos por Ilhéus, já que é uma cidade conhecida de todos e seguimos para Una, onde entramos numa nova trilha para pegar novamente a BR-101, passando por Santa Luzia.
Esta nova trilha estava muito acidentada, mas com um cenário bucólico muito bonito: mata atlântica, gado pastando, cavalos correndo e rios cortando as fazendas; Com esta paisagem ao fundo, os calangos pararam para fotografar e fazer o lanche comunitário. Há poucos quilômetros dali, chegamos à BR-101 que, para nossa surpresa, está muito boa de trafegar neste trecho.
Seguimos então, entrando pela noite para chegar à Praia de Guriri, em São Mateus/ES, por volta das 20h, onde pernoitaremos

30.08.2009 - 2º dia - Paulo Afonso/PE - Itacaré/PE

Tomamos um bom café da manhã na Pousada Brasil e deixamos o local às 7h para abastecer as TRs. Figueira assumiu a liderança deste percurso, que vinha sendo do Marco Aurélio.
Saímos de Paulo Afonso às 07:30h pela ponte sobre o lago formado pela represa da CHESF. Uma passagem muito bonita, cercada de espirradeiras floridas de todas as cores.
Passando pela PRF, pegamos a BR-110 e uns 50km de pista danificada (muitos buracos), mas com linda paisagem – a vegetação está verde e até uma plantação de girassol foi vista. É preciso apenas cuidado com animais na pista (já que é uma área rural) e o tráfego de caminhões. Também há poucos postos de combustíveis. O grupo encontrou o Posto Tia Lúcia apenas para fazer um “pipi stop” e tomar um cafezinho.
O almoço foi em Alagoinhas/BA, Posto Planalto III, com comida (e churrasco) no quilo.
Saindo de lá, pegamos a BR-101 e passamos pela barragem da Pedra do Cavalo, que estava mais seca do que no ano passado quando por lá passamos fazendo a Rota Glacial, mas não perdeu a beleza.
Seguindo viagem, mais à frente, uma parada em Santo Antonio de Jesus/BA para comprar o fardo de farinha de tapioca do Figueira. Suzete aproveitou pra tirar fotos com as panelas que Denise comprou no ano passado na Rota Glacial e também comprar a farinha, no intuito de experimentar. O Figueira passou a receita da farofa de ovo “com sabor de infância” (nada de paçoca como disse o Nakamura. É farofa mesmo!).
No trecho entre Santo Antonio de Jesus e Aurelino Leal choveu um pouco e Suzete lembrou que poderia ter-se incluído Valença no roteiro, para dar uma relaxada em Morro de São Paulo. Mas ficará para o “Circuito Nordeste” que os calangos farão num futuro próximo. Nakamura também lembrou que nesta época do ano não se aproveitaria muito em função das chuvas e, além do mais, não seria a mesma coisa sem todos os calangos reunidos.
Este trecho da rodovia é muito movimentado, com tráfego intenso de caminhões o que provoca lentidão e atraso na viagem.
Para chegar à Itacaré os calangos pegaram um atalho; uma trilha off-road: a trilha da taboquinha. Já era noite e a estrada estava muito ruim, embora muito bonita, cercada de Mata Atlântica fechada margeando o Rio de Contas. O trecho de 50km foi percorrido em 2:30h, um verdadeiro rali de buracos e lama. O calango (porco) Ênio teria adorado andar por ali, já que adora um banho de lama.
Em Itacaré, já por volta das 21h, os calangos ficaram na Pousada Solarium (dentre as muitas opções que a cidade oferece). A pousada é organizada, com acomodações confortáveis, localizada próximo à praia das Conchas, de águas calmas e de uma beleza incomparável (uma das mais badaladas da cidade).
Acomodado, o grupo saiu para jantar no restaurante Mar e Mel, uma boa comida, bom atendimento e com direito a ouvir um forró pé-de-serra. Um local bem agradável.
De volta à pousada, o sono foi embalado pelo barulho da chuva que caiu por toda à noite.

29.08.2009 - 1º Dia - Natal/RN - Paulo Afonso/PE

Saída Posto Novo Horizonte às 6h.
O grupo tirou a foto tradicional e seguiu viagem.
A querida amiga Marinês foi pra lá se despedir, mas chegou depois que o grupo já havia saído. Ligou e desejou feliz viagem. Vai o nosso agradecimento – todos os calangos vão sentir sua falta e de Ênio.
O grupo não saiu completo, mas aos poucos os calangos vão se agrupar e no dia 05 todos estarão juntos.
A primeira parada foi feita em João Pessoa, para encontrar os amigos calangos Guerra e Selma, que desta vez não estarão fazendo esta aventura. Estavam lá esperando com a filha Polliana e os netos Edson e Enzo para se despedirem. Agradecemos o carinho, a cachaça presenteada e o cambão (que espera-se não precisar utilizar). O grupo sentirá a falta dos companheiros.
Seguimos em direção à Paulo Afonso pela BR-230.
Vegetação: típica da caatinga, mas estava verde devido às recentes chuvas. Temperatura agradável.
Primeiro abastecimento: Pão de Açúcar, distrito de Taquaritinha do Norte, em Pernambuco;
Passagem por Toritama, centro industrial de confecções. A curiosidade nesta cidade é que o transporte coletivo é realizado por Jeeps Toyota adaptados – interessante!
Almoço: lanche comunitário às margens da BR. Figueira armou a mesinha e comemos cachorro frio, pasteizinhos de frango, torta de bacalhau...
Seguindo de Garanhuns para Paulo Afonso: este trecho da BR 243 está muito ruim, cheio de buracos.
Chegamos a Paulo Afonso às 17h. Na entrada da cidade, uma parada para tirar fotografia no Canyon do Velho Xico, que vale a pena conhecer – é muito bonito. Do lado direito, está a hidreléletrica da CHESF, enorme obra da engenharia.
Mais à frente, a dança dos índios Pancaraús...um retrato curioso das nossas origens e cultura.
A cidade de Paulo Afonso estava se preparando para o seu Carnaval fora de época e o grupo precisou fazer uma volta para chegar à Pousada Brasil, próxima da vila militar do Exército – não possui boa aparência externa, mas é muito limpa, apartamentos com ventilador, ar condicionado, frigobar, tudo muito bem cuidado, e, o mais importante, com o preço muito bom (R$ 50,00 casal e R$ 30,00 p/ solteiros); Depois da rodadinha (feita com uísque), colocamos as malas nos aps e D. Cícera, dona da pousada (muito simpática), indicou um bom restaurante para o grupo jantar – Cordeiro na Brasa – e como ela mesma disse: “simples, comida boa e barata”. E não é que o carneiro era gostoso mesmo! E perto da pousada – dá pra ir a pé.
Voltamos à pousada por volta das 22h para descansar e amanhã seguir viagem.

23/08/2009

PERCURSO DA ROTA BRASIL

Natal
Garanhuns - Paulo Afonso - Itacaré
Ilhéus - São Mateus - Vitória
Rio das Ostras - Angra dos Reis - Paratí
Parque Nacional da Serra da Bocaína
Santos - Peruíbe - Eldorado Paulista
Estrada da Graciosa
Antonina - Morretes - Paranaguá
Curitiba
Joinville - São Francisco do Sul
Beto Carreiro World
Itajaí - Balneário Camboriú
Florianópolis
Serra do Rio dos Rastros
São Joaquim – Bom Jardim-Cambará do Sul
Parque Nacional Aparatos da Serra
São Francisco de Paula
Canela/Gramado
Caxias do Sul - Bento Gonçalves – Passo Fundo
Chapecó – Francisco Beltrão - Cascavel - Toledo
Represa de Itaipú
Parque Nacional da Ilha Grande
Dourados - Maracaju - Guia Lopes da Laguna
Bonito
Parque Nacional da Serra da Bodoquena
Miranda - Passo do Lontra
Pantanal Sul
Campo Grande - Costa Rica – Chapadão do Céu
Parque Nacional das Emas
Jataí - Rio Verde - Goiânia - Anápolis
Pirenópolis
Corumbá de Goiás - Alto Paraiso de Goiás
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Campos Belos -Taguatinga - Ibotirama
Seabra - Lençóis
Parque Nacional da Chapada Diamantina
Senhor do Bonfim - Petrolina
Salgueiro - Serra Talhada - Triunfo
Natal

22/08/2009


Decididamente 2009 será o ano de um roteiro nacional.
Mais uma vez mapas e guias nos ajudou a traçar um roteiro que aproveitássemos o máximo a exuberância dos locais por onde planejamos passar.
Com o roteiro montado, o nome não gerou dúvida: ROTA BRASIL.
E a arte dos logos ficou mais uma vez a cargo de Marco Aurélio.

21/08/2009

Vários meses debruçados sobre mapas e livros montando um roteiro para o noroeste argentino. A intenção era explorar Salta e arredores, incluindo as vinícolas de Cafayate, o dique Cabra Coral, o Trem das Nuvens, Jujuy, Pumamarca, Iruya e outras quebradas da região.
Quando tudo estava definido, explode a pandemia da gripe H1N1 (suína) na Argentina, o que nos fez repensar o roteiro para 2009.

20/08/2009